E se, de repente, fosse possível ao leitor falar com a personagem do seu livro preferido ou com a personagem que mais o tenha marcado? Foi esse o pedido feito aos alunos do 8ºA. E a Renata escreveu a seguinte carta:
Arrifana, 6 de abril de 2015
Querida Margo Ruth Spiegelmam,
Não eras um milagre. Não eras uma aventura. Não eras a coisa mais sofisticada, complexa e preciosa, como o Quentin pensava. Eras somente uma rapariga. E, como todas as pessoas, tinhas fendas. Simplesmente porque nos magoámos uns aos outros, as fendas formam-se e multiplicam-se. O naufrágio é inevitável. Mas é durante o tempo em que te começas a afundar e te naufragas completamente que vês, através as fendas, os outros navios. Vês o seu interior.
Não é mais o recorte de papel da pessoa de papel que vive numa cidade de papel. É uma pessoa real que vive num mundo real.
É errado criar ideias das pessoas pelo que está no estore, temos de olhar pelo interior da sua janela. E tu ensinaste-me isto. A olhar as pessoas de outra forma.
É errado criar ideias das pessoas pelo que está no estore, temos de olhar pelo interior da sua janela. E tu ensinaste-me isto. A olhar as pessoas de outra forma.
Com amor,
Renata
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