segunda-feira, 12 de outubro de 2015

SE EU FOSSE UM LIVRO...

Se eu fosse um livro, seria um atlas para poder conhecer todo o mundo. Desde o Polo Norte ao Polo Sul, de Portugal à Nova Zelândia. Queria conhecer o fim do mundo, o local mais alto do planeta, a cidade mais bonita de todas. Gostaria de ser feito do papel mais duro do planeta, para que ninguém me pudesse rasgar. Teria uma capa tão colorida e tão viva como a paisagem que se vê do alto do Cristo Rei e uma contracapa tão fria e branca como a do pelo de um urso polar. Queria jantar no cimo da torre Eiffel com um livro de aventuras, para trocarmos as opiniões sobre a nossa vida. Levaria pessoas a escalar o Evereste, a nadar nas praias do Havai e a viver um safari usufruindo das magníficas paisagens.
Luís, 8ºC



Se eu fosse um livro, seria um diário....
Um diário de uma adolescente, talvez apenas porque sou uma adolescente ou, então, porque percebo os adolescentes. Aqueles que pensam que ficaram sozinhos ou, então, os que aprenderam o que era amar alguém cedo de mais, eu entendo-os. Passei por coisas parecidas e adoraria ser o diário de alguém que passou pelo mesmo ou algo parecido. Não queria que um adulto vulgar, como aqueles que pensam que os adolescentes não sentem, escrevesse em mim porque, se isso acontecesse, preferia ser deitada fora, rasgada, sei lá ... Porque os diários não servem para escrever neles só porque sim .... Um diário serve para nos ajudar, para ninguém se fechar, para desabafarmos. Por isso, se uma fada entrasse por aquela porta e me transformasse num livro, gostaria que fosse num livro velho que não chamasse a atenção de todos, mas daquela pessoa, não sei quem, não sei o nome, apenas alguém igual a mim. 
 Mariana, 8ºC