terça-feira, 7 de outubro de 2014

CONTINUAÇÃO DE CONTO - 7ºC

Depois da leitura de parte do conto "História da princesa Nurenahar", (uma das histórias das Mil e uma Noites) os alunos foram desafiados a completá-lo. 
ETAPAS:
  1. planificação do texto (na aula)
  2. início da redação, primeiros parágrafos  (na aula)
  3. continuação e conclusão (em casa)
  4. leitura dos trabalhos de casa e seleção do melhor: o texto da Catarina (na aula)
  5. melhoramento do texto selecionado com sugestões da turma (na aula)
  6. publicação.
Partiram, então, em direções opostas.
Ali, o mais velho, cavalgou para norte e, meses depois, chegou a um deserto. Dunas altas como castelos, areia quente como fogo, vento seco e calor sufocante encheram o príncipe de espanto mas também de medo do desconhecido.
Pensou desistir, mas logo lhe veio à memória a sua princesa. O seu olhar belo e cintilante fê-lo lembrar que o seu amor por ela era maior que o medo que sentia.
Foi cavalgando, magicando no que lhe poderia oferecer. Pensou adquirir um objeto brilhante e visível ao longe e que ela pudesse usar para todos a verem.
Nesse momento, o cavalo começou a correr em direção a uma lagoa e ambos se refrescaram. Quando Ali levantou a cabeça, algo entre os catos reluzia e pensou: “Achei o objeto que vai fazer da minha princesa a mulher mais feliz do mundo.”
  Já perto dos catos, viu uma pedra radiosa semelhante a uma rosa, de pétalas douradas e macias, e, sem hesitar, pegou nela com a certeza que tinha encontrado o objeto ideal.
Na Europa, encontrava-se Hassan, o irmão do meio, que, durante um ano, cavalgou, viajou de barco e chegou à Itália. O país espantou-o com tudo de novo que lá viu. Nas ruas, vários homens sentados diante de uma tela usavam guaches e uma paleta, numa mistura de cores. As maravilhas que eles faziam com os pincéis deram-lhe a ideia de comprar o retrato da sua belíssima amada, pintado apenas através da sua descrição.
Então, abordou o pintor que mais o fascinou.
- Bom dia, poderia fazer o retrato da minha princesa apenas com uma descrição? – pediu Hassan.
- Claro que sim! Fale-me dela. – disse-lhe o pintor.
- Não há quem a iguale em beleza e perfeição. Ela tem um olhar como o de uma gazela assustada, a boca é igual às corolas das rosas e às pérolas, as faces parecem narcisos e anémonas.
Horas depois, das mãos do pintor saiu uma mulher maravilhosa e Hassan pensou que tinha encontrado o objeto que faria da princesa a sua esposa.
Hossein, cavalgando sem parar, chegou à Índia. Verificou que a cultura deste país era muito diferente da sua. As vacas passeavam-se pela cidade e as mulheres e homens usavam roupas brilhantes. Então, viu comerciantes que vendiam um pó, para ele desconhecido.
- Desculpe, o que é isso, esse pó? – perguntou, cheio de curiosidade.
- São especiarias. Quer provar? – esclareceu-o o vendedor.
Então, Hossein experimentou os diferentes odores da canela e do caril, do açafrão e da pimenta.
Nesse momento, ouviu alguém dizer:
- Aqui! Venham! Vendo especiarias especiais!
Houssein correu em direção à voz e leu num letreiro: “Especiarias mágicas”. Comprou uma porção pensando que encantaria a princesa com aqueles odores.
Depois de todas estas aventuras, os três irmãos chegaram ao palácio mas tiveram uma má notícia. O rei anunciou que a princesa tinha sido raptada pelo príncipe vizinho, o maior rival do reino. Mas Hossein tinha a solução e declarou:
- Eu tenho uma especiaria mágica que vai resolver a situação.
Partiram de imediato e espalharam a especiaria pelo castelo onde a princesa estava presa. Esconderam-se e, quando perceberam que todos tinham adormecido, foram buscar Nurenahar que acordou depois de Hossein a ter beijado enquanto chorava.
No dia seguinte, o rei fez uma grande festa e deu a princesa em casamento ao seu filho mais novo.