quarta-feira, 9 de maio de 2018

O RAPAZ DO PIJAMA ÀS RISCAS - OPINIÃO

John Boyne é um escritor irlandês, famoso pelo lançamento do livro O Rapaz do pijama às riscas.
Tomei conhecimento desta obra a propósito do tema do Holocausto, de que falamos na aula de História.
A forma como o tema é tratado no livro é diferente do habitual e isso despertou a minha curiosidade.
Nesta narrativa, um rapaz de nove anos, Bruno, é filho de um agente nazi cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa, em Berlim, para uma despovoada região onde Bruno não encontra nada para fazer, nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado, vestido com aquilo que Bruno pensava ser um pijama às riscas. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras.
Escolhi ler este livro porque, por um lado, achei interessante o modo simples como aborda os acontecimentos históricos do período nazi, sem deixar, contudo, de o fazer de forma realista.
Por outro lado, gostei que a narrativa se centrasse na inocência de duas crianças, que pertencem a culturas diferentes, mas conseguem viver uma amizade pura.
Aconselho-o, pois ele consegue transmitir que somos todos seres humanos e que devemos ser respeitados independentemente dos nossos ideais, costumes e cultura. Além disso, faz-nos refletir sobre um período histórico lamentável.
Pelo seu enorme sucesso, este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura e foi já adaptado para cinema. Por isso, recomendo que, além de lerem o livro, vejam o filme, para poderem descobrir as pequenas diferenças.
 Beatriz, 8ºB

quinta-feira, 26 de abril de 2018

"NATAL" -TEXTO DE OPINIÃO

Na minha opinião, este conto é do meu agrado, pois inclui expressões e uma linguagem típica de Trás-os-Montes e as personagens trazem ao leitor o genuíno habitante da montanha, habituado às dificuldades do frio cortante das montanhas e que passa pela vida ligado às tradições, às crenças, ao trabalho e à religião. 
Claramente, são factos que me fascinam imenso, dado que me relembram a minha terra natal e de toda a minha família que vive nesta região do país, donde o autor também é oriundo.
O tema deste conto revela a vida dura de um pedinte e as dificuldades que ele teve de atravessar para conseguir apenas um simples pedaço de broa. Demonstra, assim, a sobrevivência de um idoso com 75 anos de idade, sem família e pouco alimento para saciar a sua fome. Mas que, apesar de tudo, consegue viver momentos de felicidade e de amor, transformando todo o cenário à sua volta num ambiente muito íntimo, falando com as estátuas da igreja como se de pessoas reais se tratassem.
Considero que o desfecho foi das melhores partes do conto, visto que após ter vivido inúmeras dificuldades no seu caminho, como por exemplo a neve, conseguiu chegar à capela, acender uma mísera fogueira e comer o pouco que tinha. Teve, assim, a sua tão desejada consoada regada com muito bom humor, apesar das vicissitudes da sua triste vida.

Tomás Pereira, 8ºB
ano letivo 2017/2018

"NATAL" - TEXTO DE OPINIÃO

De início, e antes de ter lido o texto, li o título. “Natal” fez-me logo pensar na época festiva e católica de dezembro. 
Após uma leitura um tanto cuidada, logo percebi que estava certo acerca do título, dado que se trata do Natal de um pedinte, Garrinchas.
Na minha opinião, e visto que se trata de um conto já com alguns anos, sensibilizou-me e agradou-me o facto de Miguel Torga tê-lo escrito e presumo que, tal como eu, houve tantos outros a sentirem pena do pobre Garrinchas.
O texto foi escrito com uma linguagem menos cuidada, devido ao facto de usar expressões utilizadas por pessoas de classe mais baixa, num registo popular. Mas, dado que a personagem é um mendigo, a linguagem foi, de certa forma, bem utilizada pois adequa-se ao espaço social.
Por fim, recomendo a leitura atenta do conto, pois retrata um povo infeliz que nada tem.

Gonçalo Sousa, 8ºB
ano letivo 2017/2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

Texto em 77 palavras, de Beatriz Reis, que inclui uma frase do livro Diário de um migrante, de Maria Inês Almeida:

No final de cada dia, queremos sempre voltar a casa, pois é lá que nos sentimos bem, tranquilos, seguros. Assim que entramos, vamos despindo, uma a uma, as várias camadas acumuladas ao longo do dia: as frustrações, as tristezas, os diferentes rostos que exibimos e que nem sempre são os verdadeiros. É no nosso lar que deixamos cair as máscaras, que somos nós próprios. “A casa é onde repousa o nosso coração”, onde está a nossa alma.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

CORREÇÃO DO TESTE DE FEVEREIRO

Grupo I – texto A
1.1   b)
1.2   c)
1.3   d)
1.4   a)
1.5   a)
Texto B
2       Rose mostrou-se observadora porque nada lhe escapou, nem os mais pequenos pormenores. Descreveu pormenorizadamente o modo de vestir de Paul e os traços do seu rosto, assim como todo o ambiente do café onde se encontraram e a paisagem que via dali.
OU
Rose mostrou-se antipática pela forma desabrida como falou com Paul: foi rude e mal-educada.
3       O tempo com Paul foi, para Rose, um tempo de alegria e de felicidade pois correspondeu a momentos do namoro que correram lindamente, antes da infelicidade da guerra e da proibição de namorarem.
3.1 O recurso expressivo usada é a metáfora.
4         Rose interpretou a resposta de Paul como um enorme elogio e sentiu-se amada pois as poucas e simples palavras usadas foram mais eloquentes e souberam-lhe melhor do que as palavras mais belas.
5         Paul vivia em conflito por cause de Rose pois era órfão e morava com a irmã mais velha, simpatizante dos nazis. Como Rose era judia, o namoro iria ser proibido e Rose corria riscos de ser denunciada uma vez que os nazis começaram a perseguir os judeus.
6         Momento de descrição: “Olhei de soslaio para o rapaz: era mais alto do que eu….. o boné vermelho dos alunos do último ano do “gymnasuim”.”
Momento de narração: “O meu tempo com Paul foi o último sol antes da trovoada….. Waltraut me apresentou Paul Marten. Subimos, os três, o monte.”
 Grupo II
1.1   B/C
1.2   A/C
1.3   B/D
2.1 visto que li o seu diário – oração subordinada adverbial causal
2.2 que quero comprar o diário de Anne Frank - oração subordinada substantiva completiva
2.3 que é a minha melhor amiga - oração subordinada adjetiva relativa explicativa
2.4 Não tem.
3.1 Rose teve de partir com os pais. Acompanhá-los-ia alegremente se não estivesse tão ligada ao avô.

3.2 Rose despediu-se do avô, mas não lhe disse o quanto gostava dele.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

AMEI-TE

Texto em 77 palavras da Sofia:

Amei-te e por te amar
Deixei até de pensar!
Fiz mais do que imaginava
Pois quem ama fica cego

Deixa de agir por si só
Torna-se parte de outro alguém!
Mas como é bom amar!
Tão bom nos dedicarmos ao outro!

Ficar com borboletas na barriga
Como se todos os dias fossem primavera
Caminhar sobre nuvens de algodão
E o nosso coração fica um constante verão!

Por tudo isso, e mesmo cega,
Eu quero amar, amar perdidamente!


O primeiro verso é do poema "Amei-te e por te amar" de Fernando Pessoa
O último verso é do poema "Amar" de Florbela Espanca.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

PALAVRAS - MICROCONTO

A Beatriz escreveu, a escritora Margarida Fonseca Santos leu na Rádio Sim (ouvir aqui).

Não saibas: imagina… as palavras acabadas de nascer, sem voz ainda, imperfeitas, mas ingénuas e puras. Parecem ter vida própria e independente. No entanto, que seria de nós sem elas?
As palavras são a nossa essência, crescemos com elas, vivemos com elas e, no fim da vida, com elas envelhecemos. Caminhamos lado a lado. Choramos, rimos, gritamos, confessamos os mais íntimos segredos com palavras e combatemos a solidão. As palavras sustentam as nossas vidas. Palavras somos nós.

“Não saibas: imagina”…, Miguel Torga, Diário IX
“Palavras somos nós”, Gastão Cruz, Os poemas