terça-feira, 29 de setembro de 2020

domingo, 28 de junho de 2020

DIÁRIO DE UM TEMPO QUE NINGUÉM ESPERAVA (CONFINAMENTO SOCIAL)

Passar mais de três meses confinados em casa e com aulas à distância não foi fácil para ninguém, mas foi preciso dar a volta por cima e enfrentar a situação da melhor forma possível. 
Uma boa forma de a ultrapassar o medo e a preocupação foi a escrita. Foi solicitado aos alunos do 10ºA que redigissem, pelo menos, uma página do seu diário. Juntas, deram este diário escrito numa nova ferramenta da Microsoft, Sway, que muito me deixou orgulhosa.

sábado, 18 de abril de 2020

O DESCONCERTO DO MUNDO

Acordo por volta das nove e meia. Tomo o pequeno-almoço e como a minha rotina não tem sido outra, começo a estudar. Primeiro francês e depois português.
Assim que leio o que tenho para fazer, cresce uma tristeza interior instantaneamente. A verdade é que tenho de fazer uma crónica, UMA CRÓNICA. Para ser sincera nunca gostei muito de escrever crónicas. Talvez por não ter jeito, ou não tentar ou talvez por não saber como o fazer e todas estas desculpas só apelam, cada vez mais, à minha ignorância pelo assunto.
No mesmo instante, sinto um sentimento de derrota, sem sequer ter começado ou tentado escrever uma única palavra. Apelo desesperadamente por ajuda à minha irmã. Esta diz para procurar exemplos de crónicas na internet e inspirar-me. Assim o fiz, procurei, procurei, e nada me despertou curiosidade. Confesso, eu achei que seria o fim. Foi então que me acalmei, puxei pela cabeça e aqui estou eu, a escrever sobre a manhã atribulada que estou a ter.
O tema desta crónica é suposto ser sobre o desconcerto do mundo e não sobre o desconcerto da minha manhã e da minha pessoa.
Hum… desconcerto do mundo, este é um assunto que dá muito que falar, discutir e debater. O mundo está desconcertado, é inegável esta afirmação. É através de jornais que observamos o desconcerto em cada canto no mundo. Eu diria que o desconcerto do mundo se resume a uma única palavra, ignorância.
Ignorância destes novos presidentes, entre eles Donald Trump, para quem “o aquecimento global não existe”. Pois claro que com um presidente que despreza/ignora este tipo de situação que abala os dias de hoje, o problema não precisa de ser resolvido, porque afinal não há nenhum problema, o planeta, aliás, está perfeitamente bem. Esta ignorância por parte do presidente vai agravar ainda mais o planeta. Pode agravar tanto, que podemos deixar de ter planeta. E não digo ignorância apenas por parte de presidentes que apenas procuram a ganância e aumentar o seu bem-estar, pondo-o acima do povo e da nação que representam. Como dizia, esta ignorância começa nos que votaram neles. Essas pessoas foram ignorantes quanto à política, quanto ao que acontece no mundo, e não procuram votar pela melhor escolha para o seu país.
Agora, vivemos um tempo de uma pandemia intitulada coronavírus que, sem dúvida alguma, parou o mundo e ficará na História. Peguemos no exemplo de Itália, que foi ignorante ao ponto de escolher quem vive e quem morre por critérios que não tenho curiosidade nem sinto necessidade de saber, de tão grave que a situação está. Outro, o presidente brasileiro Bolsonaro, acha que não é necessário fechar os locais de culto, nomeadamente as Igrejas, pondo em risco a vida de milhões de pessoas ou uma nação inteira por quem é responsável. Que é mais um exemplo de ignorância por parte do presidente em relação à pandemia.
Por ter parado o mundo, a poluição está a diminuir o que é algo de positivo no meio deste pânico mundial. Uma coisa que todos temos de fazer é tentar dizer não à ignorância, tentar minimizar este desconcerto e aproveitar este tempo para refletir na vida, nas nossas ações e, assim, evoluir quer individualmente, quer como comunidade.
Termino apenas com isto. O desconcerto do mundo vai sempre existir, mas cabe a cada um de nós parar de ser ignorante e lembrarmo-nos que, se queremos mudar, concertar ou minimizar este desconcerto, decerto que teremos que ser nós e não seguir o exemplo de não fazer nada e ficar à espera que se resolva sozinho ou que alguém o faça por nós.
Se queremos mudar o mundo temos de arregaçar as mangas e pôr mãos à obra.

Sofia Silva, 10ºA, ano letivo 2019-2010

domingo, 22 de março de 2020

GRALHAS!

Enviado pela Sofia. Muito bem observado!
"Um erro de ortografia que encontrei hoje de manhã no jornal da TVI24: Poetugal parece uma amálgama com a junção de poeta e Portugal."

E não é que passar a usar o neologismo seria o máximo? Depois da pandemia passar, Portugal seria Poetugal, um país de poetas. (Mais do que já é!)

segunda-feira, 9 de março de 2020

MULHERES NA LUTA

A luta das mulheres pela igualdade de género tem sido uma constante ao longo dos séculos e está longe de terminar, tantas são as atrocidades a que assistimos, diariamente, em todo o Mundo.
A História da Literatura mostra-nos que nem sempre as mulheres puderam ser escritoras publicadas e lidas. Algumas grandes escritoras da Literatura Universal viram-se obrigadas a usar um pseudónimo masculino para poderem ser lidas. Entre elas, estão, por exemplo, Charlotte Brontë, George Sand, Colette e.... J.K. Rowling.

domingo, 26 de janeiro de 2020

FARSA DE INÊS PEREIRA, PELA COMPANHIA ATRAPALHARTE - COMENTÁRIOS


 Depois de terem assistido à representação da peça, pela Companhia Atrapalharte, os alunos deram a sua opinião. Aqui ficam extratos dos textos argumentativos de alguns alunos do 10.ºA.

"Como habitual na companhia, a peça original da autoria de Gil Vicente foi acompanhada por uma encenação cuidada de Cristóvão Carvalheiro, que lhe conferiu uma nova dimensão de humor adicionada ao humor Vicentino.
Conhecendo a companhia de antemão, fui capaz de prever uma excelente representação, algo que não me desapontou. A peça foi dramatizada de maneira profissional e limpa, sem uma única branca não planeada e sem nenhum imprevisto que não tenha sido previsto pelo elenco."
Beatriz Lopes

"Como o próprio nome indica, a Atrapalharte tem uma abordagem diferente das outras companhias, tendo optado por uma representação atrapalhada, como se os percalços que iam surgindo não estivessem planeados, introduzindo ainda mais o cómico à peça.
Na minha opinião, a representação foi de um profissionalismo de admirar, revelando a bela arte de representar. (…) Estes fantásticos atores, seja a representar uma, duas ou mais personagens revelaram uma mestria neste campo artístico."
Sofia Silva

"Ao observar os atores representarem uma obra tão complexa como esta, de uma forma tão cómica e atrapalhada, fez com que a minha atenção se prendesse única e exclusivamente na peça. Adorei a forma como encarnaram as personagens, fugindo um bocado à obra original, mas sempre mantendo a sua essência e mensagem."
Marco Cunha

"Confirmou-se aquilo que eu já esperava, mas com algumas surpresas: trata-se de uma representação cómica, muito fiel ao texto original, contudo com algumas adaptações aos tempos atuais, o que surpreendeu todos os alunos que assistiram à peça."
Tiago Vilar

"Gostei imenso do teatro, fez-me ver toda a história de outra forma, muito mais divertida. Os aspetos de que mais gostei foram, sem dúvida, o humor que está presente na representação e os traços mais atuais que os atores colocaram na peça."
Maria Azevedo

"Gostei do esforço que ao longo da peça os atores mostraram, pois a linguagem é complexa. As trocas de roupa foram muito bem feitas e rápidas. Esse esforço mostra-nos que fazer o que gostamos, por mais difícil que seja, no final,deixa-nos felizes e realizados."
Márcia Rodrigues

"Na minha opinião, a vinda do teatro até nós foi muito produtiva. Conseguimos perceber melhor a obra e de uma forma cómica."
Inês Fernandes

"Na minha opinião, o teatro foi uma boa maneira de explicar melhor, e com interação, esta história, sem dúvida uma grande ajuda para a leitura que aí vem."
Gabriela Pinto

"Do que eu gostei mais foi o facto de os atores transformarem uma peça muita antiga e conseguirem encaixá-la no século XXI. Também gostei quando eles faziam as cenas parecerem reais, como quando a mãe de Inês Pereira foi contra a parede e eu senti-me preocupado pois o ator tinha batido com muita força."
Francisco Raposo

"O teatro escolar é muito importante, pois, de um certo modo, prepara-nos para uma melhor compreensão da obra para, em sala de aula, conseguirmos dar mais expressividade e realismo à nossa leitura."
Marina Sousa

"A representação teatral provocou o riso durante todo o tempo."
Beatriz Jesus

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

GRUPO I
B/C/A/B
GRUPO II
A) B/C/B/A
B) 1. Estas portas estavam abertas todo o dia, mas muito bem guardadas por homens armados que não deixavam passar ninguém, exceto se conhecessem muito bem as pessoas, ficavam ali a dormir, em constante vigilância; algumas pessoas tinham as chaves das portas para aumentar a vigilância.

2. O Mestre de Avis era um homem previdente/cauteloso pois tomou várias precauções para evitar o ataque dos castelhanos: “outras chaves apanhava uu homem cada noite de que o mestre muiti fiava…”
Era, também, um excelente líder e estratega pois soube liderar o povo e encontrar estratégias der defesa da cidade: “Na ribeira havia feitas duas grandes e fortes estacadas […] que o Mestre mandara fazer ante que el-Rei de Castela veesse, por defender o combato da ribeira”.

3. Na canção das moças, os destinatários externos são os castelhanos que cercavam a cidade, com referência direta ao conde Andeiro, o amante da Rainha, um galego com enorme influência sobre ela. Os destinatários internos são todos os portugueses que ficaram do lado dos castelhanos, sendo considerados traidores, dando como exemplo o Bispo de Lisboa assassinado pela multidão enfurecida.

4. A personagem coletiva é a cidade de Lisboa que age como um todo em sua defesa, com a população sempre unida: “Nom leixavam os da cidade…”

5. A afirmação da consciência coletiva do povo de Lisboa é uma constante na crónica de D. João I.
Fernão Lopes, o seu autor, narra com um grande visualismo e com características cinematográficas, a forte união do povo que passa por imensas privações, tais como a falta de alimentos, a fome, e doenças, devido ao cerco da cidade pelos castelhanos, mas, mesmo assim, age como um todo, com coragem e determinação, sem nunca desanimar, fazendo da fraqueza força, para que o inimigo não lhe roube a identidade.
O cronista usou de toda a mestria para glorificar um herói coletivo que, armado de patriotismo, sai unido para as ruas de Lisboa em defesa do Mestre, batalha, resiste, une forças para defender a terra onde nasceu, vive e trabalha.
Em suma, o povo mostra, ao longo da narrativa, um enorme orgulho por ser português.

GRUPO III
1. fotografia, fotofobia, fototerapia, hidrografia, hidroterapia, hidrofobia, bibliografia, biblioterapia, filosofia, agricultura, hidrófilo
2. composição morfológica
3. empréstimo, acrónimo, acrónimo, sigla, empréstimo, truncação, truncação, amálgama
4. Hoje, mergulhei na leitura de um livro fantástico.
Vamos mergulhar no mar do Norte?
5. a) sinérese
b) síncope / assimilação
c) matátese
d) crase
6.1 Complemento direto: D. João; Predicativo do Complemeto direto: o salvador
6.2 Complemento direto: D. Leonor; Predicativo do Complemeto direto: uma traidora
7. O povo achou que o conde Andeiro era suspeito de influenciar a rainha.
8. Fernão Lopes, o maior cronista português, redigiu com rigor as crónicas dos reis portugueses.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

PARCERIA ETWINNING

No âmbito do projeto L.O.V.E.R, está a ser desenvolvida uma parceria etwinning. O primeiro trabalho foi, agora, publicado pela escola parceira do Agrupamento A Lã e a neve, Covilhã,. Para lembrar os Direitos Humanos, os alunos das duas escolas escreveram textos narrativos e poéticos, criando-se, assim, um clube de escrita virtual que deu o primeiro fruto.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

CORREÇÃO DO TESTE DE AVALIAÇÃO DE PORTUGUÊS 10ºA

TESTE DE AVALIAÇÃO (DIA 29/10/2019)

GRUPO I
texto A : D/B/C/B/A
texto B
6.1 Esta cantiga de amigo divide-se em três partes. Na primeira parte, coblas um e dois, a mãe questiona a filha pela demora na fonte. Na segunda parte, coblas três e quatro, a filha mente à mãe, dando-lhe uma desculpa pouco convincente por ter chegado tarde. Na terceira e última parte, coblas cinco e seis, a filha admite ter estado com o amigo e a mãe repreende-a por ela mentir.

6.2 A filha evidencia ser uma rapariga bela e formosa, "mia filha velida". Como está apaixonada, "os amores hei", encontra-se com o amigo na fonte, às escondidas da mãe, o que a leva a ser mentirosa, "mentir, mia filha, mentir por amado", por não querer confessar o seu estado amoroso.
Além disto, é nitidamente uma rapariga simples do povo pois vai à fonte buscar água, "por que tardastes na fria fontana".

6.3 Ao longo da cantiga, aparecem vários vocativos, tais como, "mia filha velida", "mia madre" que revelam cumplicidade e proximidade entre as duas devido à presença do possessivo "mia". Nota-se que a filha nutre bastante respeito pela mãe e que esta tem enorme carinho pela filha a qual é repreendida (por uma questão de educação), mas também é elogiada.

6.4 Esta cantiga é constituída por seis estrofes/coblas de dois versos (dísticos) e refrão.
O paralelismo está presente uma vez que há refrão, as estrofes ímpares repetem o sentido das estrofes pares através da troca da palavra rimante (por um sinónimo e posição da palavra na frase).

texto C
O confidente é um elemento usual nas cantigas de amigo assumindo o papel de interlocutor ou de ouvinte dos lamentos da donzela. Os confidentes podem ser as amigas, vários elementos da Natureza e/ou a mãe.
A Natureza tem um papel simbólico e dialoga com a donzela, ouve os seus lamentos e tranquiliza-a em relação ao paradeiro do amigo, como se verifica na cantiga "Ai flores, ai flores de verde pino".
A mãe age de forma solidária com a filha, que com ela desabafa, ou é oponente mostrando o seu desagrado em relação aos encontros amorosos da filha como, por exemplo, na cantiga "digades, filha, mia filha velida".

GRUPO II
1.1 oração subordinada adverbial condicional
1.2 sofresse
1.3 modo condicional

2. B

3. síncope e palatalização